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Brasileira pega pena equivalente à prisão perpétua por matar ex-colega em Osaka

Kate Yuri Oishi foi julgada por assassinar a enfermeira Rika Okada em 2014

Crédito: Masamichi Maeda/Alternativa - 14/03/2019 - Quinta, 16:00h

Osaka - A brasileira Kate Yuri Oishi, 34 anos, foi condenada à prisão por tempo indeterminado (equivalente à prisão perpétua) por matar uma ex-colega de escola em Osaka há cinco anos, em sentença anunciada nesta quinta-feira (14) pelo juiz Tetsuo Kamioka, informou a emissora Nippon Terebi.

A prisão por tempo indeterminado (mukichoueki / 無期懲役), que não estipula o período de detenção, é a condenação mais severa antes da pena de morte. No Japão, não existe a chamada prisão perpétua (shuushinkei / 終身刑).

A condenação anunciada pelo Tribunal Regional de Osaka foi a mesma solicitada pela Promotoria Pública na audiência anterior do julgamento.

O advogado de defesa, no entanto, havia pedido uma pena mais leve, alegando que na época do crime, em 2014, a brasileira tinha transtorno dissociativo de identidade, um tipo de perturbação mental que faz a pessoa se comportar de forma diferente, como se tivesse outra personalidade.

O advogado disse que ela não poderia ser responsabilizada integralmente pelo crime por causa do suposto transtorno mental.

Durante o julgamento, Yuri disse que não se lembra direito do crime, mas relatou ter visto uma pessoa parecida com ela esfaqueando a vítima, segundo o jornal Sankei.

"Olhando para baixo, eu vi uma pessoa parecida comigo dando uma facada (na vítima)", afirmou a brasileira, como se estivesse tendo uma visão flutuando sobre a cena do crime. Ela fez declarações confusas ao dizer que não se lembrava direito do ocorrido e nem de ter comprado uma faca usada para matar a ex-colega.

O julgamento em primeira instância permite ao advogado recorrer na Justiça para que o caso seja analisado pelos tribunais superiores de segunda e terceira instâncias.

Segundo o processo, Yuri matou Rika Okada, que tinha 29 anos quando morreu e trabalhava como enfermeira, com o objetivo de roubar documentos, cartões de crédito e dinheiro.

Após o crime, a brasileira fugiu para a China, mas foi presa em 2014 por estar ilegal no país, depois de se entregar ao consulado do Japão em Xangai com um passaporte falso.

ENTENDA O CASO
A brasileira Kate Yuri Oishi está envolvida no assassinato da enfermeira Rika Okada, 29 anos na época, em março de 2014. Elas eram amigas de escola em Osaka.

O corpo da vítima foi encontrado em maio de 2014 dentro de um contêiner alugado em Hachioji (Tóquio). A enfermeira estava desaparecida desde 21 de março, quando não compareceu mais ao hospital onde trabalhava.

O corpo estava enrolado em papelão e lona de plástico e tinha mais de 50 perfurações pelo corpo, provavelmente causadas por uma faca ou outro objeto parecido.

Investigações mostram que o crime provavelmente foi cometido em 21 de março no apartamento da vítima em Osaka, onde manchas de sangue foram encontradas no chão.

Segundo a Fuji TV, a brasileira teria ido até o apartamento e pediu à enfermeira para ficar uma noite. Rika chegou a enviar uma mensagem para uma amiga dizendo que Yuri não queria mais ir embora de casa.

A polícia descobriu que o corpo embrulhado foi enviado por takuhaibin (serviço expresso de encomenda) de Osaka para o apartamento da brasileira em Hachioji, no dia 23 de março, especificado como uma boneca. Foram encontradas impressões digitais da brasileira no papelão que envolvia o corpo, aumentando os indícios do envolvimento dela no crime.

Por causa desses indícios, a polícia de Osaka emitiu um mandado de prisão por ocultação de cadáver, mas a brasileira já não estava mais no Japão.

A polícia suspeita que alguém utilizou o cartão de crédito da enfermeira para alugar o contêiner, em abril, depois que ela já tinha desaparecido.

Existe a possibilidade do corpo ter ficado no apartamento da brasileira por quase um mês, até ser transportado para o contêiner por uma empresa de serviços gerais contratada por ela.

Yuri viajou para Xangai no dia 3 de maio de 2014 em companhia de uma amiga chinesa, utilizando um passaporte falso tirado em nome da enfermeira assassinada.

Além do passaporte, a polícia descobriu que a brasileira fez vários cartões de crédito se passando pela vítima e que foram usados na China. O valor total dos gastos chega a mais de ¥1 milhão.

Yuri e Rika estudaram juntas em um colégio de Osaka. Tudo indica que ela conseguiu fazer um passaporte em nome de Rika, depois do seu desaparecimento, utilizando os documentos da vítima.

Em maio de 2014, a brasileira se entregou ao consulado do Japão em Xangai. Ela foi presa pela polícia chinesa por estar ilegal no país.

A polícia informou que a brasileira estava no Japão com o visto vencido. Existe a possibilidade dela ter premeditado o crime para conseguir tirar um passaporte japonês no nome da enfermeira.

Foto: Reprodução/FNN
A brasileira Kate Yuri Oishi foi condenada em Osaka
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