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Dois atiradores encapuzados matam 8 e cometem suicídio em massacre em Suzano

Os assassinos eram ex-alunos da escola onde ocorreu o ataque

Crédito: Reuters - 13/03/2019 - Quarta, 23:30h

Suzano - Dois jovens de 17 e 25 anos mataram sete pessoas em uma escola em Suzano, na Grande São Paulo, e posteriormente se mataram ao se deparar com a polícia, informaram autoridades nesta quarta-feira, acrescentando que os assassinos eram ex-alunos da instituição e ainda mataram uma outra pessoa mais cedo.

No episódio, a segunda tragédia com múltiplos mortos por armas de fogo em três meses no Estado e que intensificou o debate entre críticos e defensores do porte de armas, os criminosos usaram um revólver calibre 38, uma besta (arco e flecha) e uma machadinha, segundo a polícia.

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, general João Camilo Pires de Campos, disse que os assassinos primeiro balearam o dono de uma locadora de carros e roubaram um veículo. Depois, foram à escola e, após entrarem pela porta da frente, dispararam contra a coordenadora do colégio e outra funcionária, além de cinco alunos.

O secretário de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, disse que o autor mais jovem do massacre, que deixou a escola alvo do ataque no ano passado, chegou ao local dizendo que iria à secretaria para retomar os estudos.

Inicialmente a Polícia Militar havia informado que seis alunos foram mortos no massacre, mas a informação foi retificada pelo secretário.

"Esse dia de hoje é um dos dias mais tristes da minha vida. Lamentavelmente duas pessoas --um maior de idade e um menor de idade--, antigos alunos deste colégio, fizeram uma ação preliminar em uma locadora onde atiraram em um senhor... roubaram um Onyx branco e seguiram para esta escola", disse o secretário.

Campos disse que os criminosos se mataram --possivelmente um deles matou o outro e posteriormente suicidou-se-- ao se depararem com a força tática da polícia quando tentavam entrar em uma sala onde estavam dezenas de alunos.

A polícia investiga agora as motivações dos autores do massacre. A perícia está sendo realizada, testemunhas estão sendo ouvidas e buscas nas casas dos assassinos estão sendo realizada, disseram o secretário de Segurança e o comandante-geral da PM de São Paulo, Marcelo Salles.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), visitou o local do massacre pela manhã e decretou luto oficial de três dias no Estado.

"É a cena mais triste que já assisti em toda minha vida, e fico muito triste que um fato como esse ocorra em nosso país e aqui em São Paulo", disse Doria a jornalistas no pátio da escola.

O massacre também deixou chocados os moradores que vivem nos arredores da escola.

"Eu cresci ali, estudei ali minha vida toda. Tem uma parte de mim ali, uma parte da minha história", disse o publicitário Igor Ribeiro, de 42 anos, que mora na lateral da escola Raul Brasil.

"Estava sentado aqui na varanda lendo e ouvi os estouros. Até pensei que fosse bombinha, mas logo vi as viaturas e a correria. Fui correndo e cheguei junto com as viaturas e logo já vi os corpos na entrada, muito sangue no chão, tinham três corpos. Os alunos ainda estavam saindo desesperados", disse.

Além dos 10 mortos, outras 10 pessoas ficaram feridas, de acordo com o Centro de Comunicação Social da Polícia Militar de São Paulo.

Em dezembro do ano passado, um atirador abriu fogo na Catedral Metropolitana de Campinas (SP), matando cinco pessoas no total. O atirador se suicidou após os disparos.

Já em abril de 2011, um homem armado invadiu uma escola no Rio de Janeiro e disparou contra estudantes, matando 12 alunos antes de ser atingido pela polícia e cometer suicídio.

SOLIDARIEDADE
O episódio em Suzano gerou repercussão no mundo político, e a Câmara dos Deputados cancelou sua sessão plenária desta quarta-feira em razão do massacre.

O presidente Jair Bolsonaro expressou sua solidariedade às famílias das vítimas por meio de um post no Twitter.

"Presto minhas condolências aos familiares das vítimas do desumano atentado ocorrido hoje na Escola Professor Raul Brasil, em Suzano, São Paulo. Uma monstruosidade e covardia sem tamanho. Que Deus conforte o coração de todos!"

O massacre em Suzano também intensificou o debate sobre partidários do armamento da população e defensores do desarmamento.

O senador Major Olimpio (PSL-SP) criticou o Estatuto do Desarmamento durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa e disse que a tragédia poderia ter sido evitada se houvessem pessoas com armas regulares no local.

"Se houvesse um cidadão com uma arma regular dentro da escola, professor, um servente ou policial aposentado que trabalha lá, ele poderia ter minimizado o tamanho da tragédia", disse o parlamentar.

Já o coronel da reserva da PM de São Paulo e ex-secretário nacional de Segurança Pública, José Vicente da Silva Filho, afirmou que armar os funcionários pode gerar outras tragédias.

“Quanto mais armas existirem, mais tragédias como essas vão acontecer", disse. "Funcionários armados sem o preparo que o policial tem pode colocar ainda mais gente na linha de fogo. Pode criar outras situações de tragédia como essa. Imagina se um aluno tem um bronca com um funcionário, ou se existe um bate-boca entre aluno e professor”, avaliou.

Foto: Reuters
Policiais em frente à escola Raul Brasil após massacre em Suzano
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