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Flamengo defende instalações do CT e diz que pico de energia pode ter causado incêndio

Tragédia matou 10 atletas das categorias de base do clube de 14 a 16 anos

Crédito: Reuters - 10/02/2019 - Domingo, 08:49h

Rio de Janeiro - O presidente do Flamengo, Reinaldo Belotti, disse no sábado que as instalações do Centro de Treinamento do clube, onde 10 jogadores morreram em um incêndio na sexta-feira, eram adequadas e afirmou que picos de energia, consequência das fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro nesta semana, podem ter provocado problemas no aparelho de ar condicionado causando o incêndio.

Belotti disse em pronunciamento na sede do Flamengo na Gávea, zona sul do Rio, que, embora as instalações do centro de treinamento não tenham sido atingidas pela enxurrada que matou sete pessoas na cidade, a zona oeste, região que abriga o CT, foi bastante atingida e que vários picos de energia elétrica foram registrados.

O dirigente, que se recusou a responder perguntas da imprensa após seu pronunciamento, garantiu que os aparelhos de ar condicionado haviam passado por manutenção dias antes da tragédia, que matou 10 atletas das categorias de base do clube de 14 a 16 anos de idade que dormiam no local.

"O que nós sabemos até agora é o que a perícia do Corpo de Bombeiros nos falou --falou a alguns dos empregados do Flamengo-- que o problema começou no ar condicionado e ninguém pode garantir por que que começou no ar condicionado", disse.

"Eles (aparelhos de ar condicionado) estavam em perfeita ordem, eles funcionavam. Então pode ser, a suposição existente agora, é que esses picos de energia tenham influenciado no funcionamento regular do ar condicionado e ocasionado o princípio de incêndio. Esse incêndio começou e, infelizmente, quando tem um incêndio desse porte, com emissão de fumaça tóxica, as pessoas começam a desfalecer e a partir daí você não tem mais o controle."

Belotti minimizou informações divulgadas pela prefeitura de que o local que abrigava o alojamento não tinha licença para instalação de um dormitório, mas sim de um estacionamento, e de que o Flamengo não tinha alvará de funcionamento para o local, tendo sido autuado 30 vezes, inclusive com determinação de interdição.

"Na realidade, isso não tem nada a ver com o acidente que ocorreu. Nós temos algumas providências a serem tomadas para tornar o CT plenamente legalizado, estamos trabalhando arduamente nisso", disse o CEO do Flamengo.

"Para vocês terem uma ideia, nós precisávamos de nove certificados para conseguir o alvará. Oito deles nós já temos, estamos terminando com o Corpo de Bombeiros para em seguida ter o alvará."

O dirigente flamenguista defendeu as instalações do CT e afirmou que elas são confortáveis e que a direção do clube se orgulha delas. Disse ainda que o local tinha certificado de regularidade do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e que o Flamengo recebeu certificado de clube formador da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Federação do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

"O que eu queria deixar claro é que nós não estamos falando de um puxadinho, nós estamos falando de um alojamento", disse o dirigente.

"A verdade é que aconteceu um acidente trágico. Não foi por falta de investimento do Flamengo, não foi por falta de cuidados do Flamengo. Afinal de contas, esse é o nosso maior ativo. Aquela turma que estava dormindo lá, é o nosso futuro. Nós prezamos muito por essa turma."

Multas
A prefeitura do Rio de Janeiro informou, por meio de nota, que o Flamengo pagou somente 10 das 31 multas aplicadas por irregularidades no licenciamento do centro de treinamento do clube.

As penalidades foram aplicadas em um intervalo de pouco mais de um ano pela Secretaria Municipal de Fazenda do Rio. O primeiro auto de infração foi emitido em 20 de outubro de 2017; e o último auto de infração, em 14 de dezembro de 2018.

De acordo com a prefeitura, o pedido de alvará de funcionamento foi apresentado em setembro de 2017. No entanto, como o certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros não foi apresentado, o documento não foi concedido.

A prefeitura informou ainda que a área de alojamento atingida pelo incêndio não consta como área edificada no último projeto aprovado pela área de licenciamento, em 5 de abril de 2018. No projeto, a área está descrita como um estacionamento de veículos, não como um alojamento. A prefeitura afirmou não ter registros de novo pedido de licenciamento da área para uso como dormitórios.

Foto: Reprodução
Jogadores mortos durante incêndio em alojamento do Flamengo
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