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Mulheres em cargos de chefia ainda são raras no Japão, mostra pesquisa

Empresas disseram que não discriminam os candidatos com base no gênero

Crédito: Reuters - 14/09/2018 - Sexta, 17:34h

Tóquio - Cerca de 75% das empresas japonesas não têm executivas mulheres e a grande maioria diz que a força de trabalho feminina responde por menos de 10% dos cargos de administração, mostrou uma pesquisa da Reuters, destacando uma batalha pela campanha "Womenomics", do primeiro-ministro Shinzo Abe.

Desejando que elas brilhem profissionalmente, Abe defendeu a necessidade de trazer mais mulheres para o mercado de trabalho e para cargos de liderança. Ele quer ver a proporção de mulheres de alto escalão em grandes empresas subir para 10% até 2020 e o número de gestoras aumentar para 30%.

A discriminação contra as mulheres ressurgiu como um tema polêmico no Japão depois que uma investigação em uma universidade de medicina de Tóquio descobriu, no mês passado, que havia reduzido as notas de candidatas no vestibular porque acreditava que muitas mulheres abandonariam suas carreiras depois de terem filhos.

A Pesquisa Corporativa da Reuters, realizada de 29 de agosto a 10 setembro, revelou que apenas um décimo das empresas japonesas poderia dizer que as mulheres representavam 10% ou mais dos cargos administrativos.

Em três quartos das empresas, o número era inferior a 10% e, em 15% das empresas, não havia nenhuma mulher líder.

A pesquisa também descobriu que as empresas japonesas tendem a contratar homens em uma taxa maior do que as mulheres.

Os homens que conseguiram emprego responderam por mais da metade de todos os candidatos em 43% das empresas que contrataram novos formandos este ano, enquanto as mulheres que foram aceitas compuseram mais da metade dos candidatos em apenas 20% das empresas.

Apesar dos números baixos, quase todas as empresas disseram que sua política de contratação não discrimina os candidatos com base no gênero. Empresas em setores como construção e metalurgia disseram que não tinham muitas candidatas femininas.

Alguns entrevistados disseram que, para que mais mulheres se associem a altos cargos corporativos, o Japão precisa criar um ambiente mais favorável para que elas possam seguir carreiras.

"O número aumentará naturalmente se criarmos um sistema que permita que as mulheres permaneçam no trabalho mesmo depois de ter filhos", escreveu um gerente de uma empresa de serviços na pesquisa.

As empresas responderam anonimamente à pesquisa, conduzida para a Reuters pela Nikkei Research. Das 482 empresas não financeiras de grande e médio porte pesquisadas, 251 responderam a perguntas sobre mulheres na força de trabalho.

O Japão fica bem atrás de outros grandes países industrializados quando se trata de igualdade de gênero, ocupando o 114º lugar entre 144 nações no mais recente relatório Global Gender Gap do Fórum Econômico Mundial.

Mais mulheres se juntaram à força de trabalho no Japão, embora muitas tenham contrato de meio período. Cerca de 66% das mulheres japonesas estavam trabalhando em 2016, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em comparação com 56,7% em 2000.

Foto: iStockphoto
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