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Japão pretende receber mais 500 mil trabalhadores estrangeiros a partir de 2019

Em 2017, pelo menos 114 empresas interromperam suas atividades por falta de mão de obra

Crédito: Redação - 10/08/2018 - Sexta, 17:13h

Tóquio – O governo do Japão desenvolveu uma reforma legislativa visando aumentar o número de trabalhadores estrangeiros no país. A previsão é de que venham 500 mil pessoas até 2025 graças à flexibilização de requisitos de entrada e de residência para trabalhadores sem qualificação, segundo publicou a agência EFE.

A medida deve entrar em vigor em 2019 e mira a mão de obra do sudeste asiático em setores como agricultura, enfermagem, construção, cuidado de idosos e trabalho doméstico, mas o governo quer incluir também a área de produção, no caso as fábricas.

No país há 1,28 milhão de trabalhadores estrangeiros, segundo dados de 2017, que representa 2% da mão de obra total. A chegada de mais trabalhadores vem num momento em que há crescente encarecimento da mão de obra e o contínuo envelhecimento da população, somado ao baixo índice de natalidade.

Segundo a EFE, em 2017 pelo menos 114 empresas interromperam suas atividades por falta de trabalhadores, citando dados da consultoria Teikoku Data Ban, número esse que foi 44% maior do que em 2016 e o maior também nos últimos cinco anos.

“Aceitar mais trabalhadores estrangeiros é o mais lógico, dada a situação do Japão e o panorama futuro”, disse o presidente do sindicado Keizai Dokuyai, Yoshimitsu Kobayashi.

Para organizações humanitárias, porém, a estratégia do governo está sendo feita de acordo com a necessidade das empresas e da conjuntura, indicando a ausência de políticas destinadas a incentivar a integração de imigrantes e permitir sua estadia no país em longo prazo.

Jeff Kingston, diretor de Estudos da Ásia da Universidade Temple, disse que o governo carece de uma política migratória. “Simplesmente improvisa medidas em função da necessidade de cada momento e não tem um plano em nível nacional de assistência social para os imigrantes”, comentou, acrescentando o seguinte: “O Japão quer trabalhadores imigrantes, mas não quer uma ampla comunidade de estrangeiros residindo aqui por um longo prazo”.

A nova legislação apresentada pelo governo permitirá estender de cinco para dez anos os vistos de trabalho para estrangeiros pouco qualificados, como estagiários, sem a concessão de residência permanente ou a permissão para que tragam suas famílias.

No país já vivem 260 mil jovens estrangeiros com visto de estudante, uma condição que limita os horários de trabalho e que tem sido objeto de críticas, graças aos casos de exploração e outras práticas abusivas.

Segundo Kingston, apesar de uma abertura progressiva, o Japão ainda fica devendo muito no que diz respeito a imigração. É um país “abertamente xenofóbico ou anti-imigração, como acontece com alguns países da Europa e nos Estados Unidos”, disse.

Foto: Reuters
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