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Documentos revelam que Japão pediu para Brasil investigar passaportes falsos de norte-coreanos

O caso foi revelado na última quinta-feira pela rede britânica BBC

Crédito: Redação - 20/05/2018 - Domingo, 17:40h

Tóquio - Uma série de documentos revelou que a Agência Nacional de Polícia do Japão recorreu ao governo brasileiro em 1998 para pedir uma investigação sobre passaportes falsos do Brasil usados por nove norte-coreanos, incluindo o atual líder Kim Jong Un.

O caso foi revelado na última quinta-feira (17) pela rede BBC, que obteve os ofícios por meio da Lei de Acesso à Informação.

De acordo com a publicação, o passaporte em nome de Josef Pwag, identidade que, supostamente, teria sido usada por Kim para viajar e pedir vistos, foi colocado em uma lista suspeita para passar por uma averiguação de autenticidade.

Os norte-coreanos teriam tentado entrar no Japão entre 1990 e 1993. Somente cinco anos depois, 1998, a Embaixada do Japão no Brasil formalizou o pedido de investigação junto ao Ministério das Relações Exteriores.

Ainda segundo a BBC, em agosto de 2000, a PF autorizou que os passaportes deveriam ser recolhidos e cancelados. O ofício afirma que "até hoje não se obteve uma resposta conclusiva sobre a legalidade da sua expedição, tudo levando a crer que os portadores não preenchiam os requisitos para obtenção".

No documento, ainda é revelado que, na ocasião, a PF também pediu autorização para obter informações sobre os norte-coreanos, além de apresentar uma lista de perguntas usadas para a investigação. No entanto, não há dados se o inquérito avançou.

No dia 11 de abril deste ano, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirmou que o líder norte-coreano e seu pai, Kim Jong-il, tiveram os documentos emitidos pela Polícia Federal (PF).

Com validade de 10 anos cada um, ambos os passaportes possuem um carimbo da Embaixada do Brasil em Praga, na República Tcheca, e teriam sido emitidos nos anos 1990. A informação foi publicada pela agência Reuters, que citou "cinco fontes de segurança europeias".

Segundo o Itamaraty, na época, para conseguir um novo passaporte não havia necessidade de apresentar um documento de identidade. A PF, por sua vez, afirmou que "por se tratarem de documentos antigos, está apurando as circunstâncias de emissão dos passaportes em questão e de resultados de eventuais investigações pretéritas que levaram ao cancelamento de documentos de viagem".

No entanto, não deu mais detalhes sobre o desfecho da investigação aberta nos anos 1990 a pedido dos japoneses, nem se os supostos norte-coreanos foram localizados e interrogados. Já a embaixada do Japão no Brasil não comentou o caso, finalizou a reportagem.

Fotos: Reuters
Cópias de passaportes brasileiros com fotos do líder norte-coreano Kim Jong Un (à direita) e do seu pai Kim Jong Il
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