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Japão e Alemanha defendem livre comércio após fracasso de acordo no G20

Negociações entre a UE e o Japão podem ser concluídas ainda este ano

Crédito: Reuters - 20/03/2017 - Segunda, 12:21h

Hanover - A chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, defenderam no domingo (19) o livre comércio, em um momento em que o governo americano de Donald Trump busca um maior protecionismo. Na véspera, encontro do G20 terminou sem acordo para esse assunto.

"Queremos mercados livres, abertos, obviamente queremos comércio justo, mas não queremos construir nenhuma barreira", declarou Merkel durante um discurso em Hanover, no centro da Alemanha, na véspera da abertura do Cebit, a maior feira mundial de informática e telecomunicações, que este ano recebe o Japão como país convidado.

"Na época da interconexão (...), queremos unir nossas sociedades e cooperar de forma equitativa juntos. Isso é o livre comércio", acrescentou, sem mencionar o nome do presidente americano, com quem se reuniu na semana passada.

As negociações sobre o tratado de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Japão podem ser concluídas ainda este ano.

O Japão tirou proveito do livre comércio e quer defender os mercados abertos junto com a Alemanha, assegurou o primeiro-ministro japonês. "Chanceler Merkel, vamos manter um mundo aberto e que respeita as regras, que é livre e justo", disse Abe, que instou a "fechar rapidamente" o acordo entre a UE e seu país.

Os Estados Unidos continuam comprometidos com o livre comércio, mas querem reexaminar alguns acordos comerciais e corrigir seus excessos, disse o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Munchin, após chefes das finanças do G20 recuarem em compromissos anteriores sobre o assunto. 

Fazendo apenas uma breve referência ao comércio em seu comunicado, ministros das finanças e chefes de bancos centrais das 20 maiores economias do mundo quebraram uma longa tradição de apoiar o livre comércio, clara derrota da nação anfitriã Alemanha, que tem batalhado para manter os compromissos anteriores do G20.

"O que constava no comunicado anterior não é necessariamente relevante do meu ponto de vista", disse Mnuchin, em entrevista coletiva em Baden Baden. 

"Eu entendo o desejo do presidente e suas políticas, e as negociei aqui. Eu não poderia ter ficado mais feliz com o resultado", disse Mnuchin.

No maior conflito da nova administração dos Estados Unidos com a comunidade internacional, chefes das finanças do G20 recuaram na promessa de rejeitar o protecionismo e manter um sistema de comércio aberto e globalmente inclusivo.

"Acreditamos em livre comércio, estamos em um dos maiores mercados do mundo, somos um dos maiores parceiros comerciais do mundo, comércio tem sido bom para nós, tem sido bom para outras pessoas", disse Mnuchin. 

Foto: Reuters
Reunião do G20 na Alemanha
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