Olá pessoas!!!
O mundo é mesmo pequeno!
Em minha última semana em Tóquio, antes de pôr o pé na estrada, hospedei um francês chamado Adrien, através do CouchSurfing, uma rede mundial de hospedagem solidária. Desenhista e cheio de curiosidade pela arte e cultura do Japão, ele vai ficar um ano por aqui fazendo pequenos trabalhos e tentando a sorte como desenhista.

Desenhos de Adrien antes de eu ir pra Hokkaido.


Desenho de Adrien depois que voltei de Hollaido
Indo de Hokkaido para Hachinohe (Aomori), conheci, dentro da balsa, o Trung, um australiano descendente de chineses que também acabara de chegar e tinha feito alguns trabalhos voluntários. Seu destino era Tóquio, onde o rapaz, que é chefe de cozinha, iria procurar trabalho. Bom papo, trocamos contatos e a promessa de nos encontrarmos novamente.
Em Hachinohe, foi a minha vez de surfar no couch (sofá) do Joe, um inglês boa praça que, no final da minha estadia, me deu de presente uma foto de uma amiga dele segurando uma prancha de snowboard onde se via escrito 'Sabrina'.

Prancha de snowboard escrito ´Sabrina´
Meses depois, estava eu em Akita, onde conheci duas japonesas, Akiko e Tomoka. Fui parar num casamento, levada pelos meus amigos locais e foi lá que eu as conheci. Estávamos sentadas na mesma mesa, as meninas viram o violão e esse foi o mote para o papo entre a gente desenrolar agradável e cheio de surpresas. Pausa.
O que toda essa gente tem em comum além de estar circulando por aí? A princípio, nada. Até que, num belo dia, o Adrien me telefona para marcar uma cerveja. Fazia alguns meses que a gente não se via e ele estava doido para colocar em dia as nossas aventuras. Marquei com ele e já estava esperando-o chegar quando o cara chega no bar acompanhado do... Trung! Os dois estavam hospedados/trabalhando na mesma guest house e, papo vai, papo vem, descobriram que conheciam a mesma Sabrina!

Adrien e Trung pertinho da ponte Higashi Komagata, Asakusa, minha casa até fevereiro deste ano.
Voltando ao casamento, estava contando para Akiko e Tomoka das minhas aventuras quando a primeira revelou que havia namorado um rapaz em Hachinohe. O papo foi evoluindo e, que descoberta!, o namorado da Akiko era um inglês chamado Joe. Até aí, tudo bem, afinal, inglês chamado Joe é a mesma coisa que brasileiro chamado José. No entanto, a dúvida acabou quando mostrei para as moças a foto. Estava lá o Joe e, pasmem!, a menina da foto toda encapuzada e dona da prancha que era minha xará era a Akiko!!!

Da esquerda para direita Tomoka, ex-namorada de meu anfitrião em Hachinohe, eu e Akiko, a dona da prancha posando na foto lá em cima.

Festa de casamento em Akita. Amigos de amigos que conhecem amigos...todos conectados
Num primeiro momento, achei que todas essas coincidências eram bobagens. Mas, ao longo da viagem, elas foram se repetindo. São músicos que, por causa do trabalho, tocam aqui e acolá e se conhecem entre si, só para citar mais um exemplo. Mas, a grande verdade é que somos mais conectados do que imaginamos. E não é coisa de internet, não. É coisa de vida real!
Vocês devem conhecer a teoria de que cada um de nós, no planeta, é conectado por, no máximo, cinco pessoas em comum. É o já famoso amigo-que-tem-um-amigo-que-é-amigo-do-papa. Quem sabe, com o tempo, a gente entenda isso e passe a respeitar mais o outro porque, afinal, ele pode ser mais próximo do que a gente imagina.