É impressionante a capacidade destes carros e pilotos fazerem curvas em alta velocidade e controlar algo que em teoria, deveria estar totalmente fora de controle. E claro, dos engenheiros em projetar tais maravilhas.
Há alguns dias me deparei com uma foto sensacional, de tirar o fôlego. Em um blog do qual sou fã, o www.f1nostalgia.blogspot.com, foi postada uma foto do carro de Jim Clark, no ano de 1967. O pacote era composto por uma Lotus 49, motor Ford Cosworth DFV 3.0 V8 e equipada com pneus Firestone. É uma daquelas fotos que falam por si só. Uma imagem que fez o tempo parar e literalmente me perguntar por que ele passou tão rápido. Clark arrepiando no autódromo de Nurburgring na Alemanha literalmente decola com as quatro rodas, em um carro frágil e extremamente difícil de guiar.

Foto: www.f1nostalgia.blogspot.com
Totalmente mecânico, sem nenhum ajuda eletrônica, o bólido em forma de charutinho separava os homens dos meninos. Uma época em que a morte parecia mais um destino certo do que um risco. Será que pilotos tão jovens como o grande bicampeão Sebastian Vettel teriam espaço nesta época? Dificilmente teríamos os talentos precoces de hoje ao volante de tais carros . Uma época mais romântica, sem tantas proibições e muito, muito mais prazerosa.
Faço aqui um tributo ao Clark e aos demais pilotos desta época, que fizeram o automobilismo acontecer e a Fórmula 1 ser o que ela é hoje. Mesmo que para isso tenham dado a própria vida pelo esporte, como no caso do bicampeão Jim Clark, morto em um acidente com a Lotus em uma prova da extinta F-2 em 1968.