Apesar da pressão que Rubens Barrichello sofreu da mídia brasileira de uma maneira em geral durante toda a carreira, parte por sua própria culpa, quem mandou prometer tanto, chorar demais e, o principal, se explicar em demasiado por algo que no fundo, só diz respeito a ele, ou seja, os resultados que obtinha. Enfim, apesar desta má reputação em um país que se acostumou a vencer títulos mundiais, Barrichello é sem sombra de dúvidas um dos maiores pilotos que passou pela Fórmula 1 nas duas últimas décadas. Disputou 326 corridas, recorde absoluto, venceu 11 delas e foi duas vezes vice-campeão mundial pela Ferrari. É considerado um exímio acertador de carros, mas talvez, manchou sua carreira ao aceitar ser parceiro de Michael Schumacher na Ferrari, onde o alemão, só não mandava na esposa do Rubinho, pois no resto, sem comentários.

Rubens Barrichello teve uma temporada difícil com uma Williams pouco competitiva em 2011. Na foto o piloto sai do carro após bater nos treinos livres de sexta-feira para o GP do Japão de F1 - Foto Daniel Gimenes
Após 19 temporadas, Barrichello esperava disputar a vigésima e, quem sabe, estabelecer um recorde difícil de ser superado por muito tempo. Mas a perda da vaga na Williams, e o único lugar disponível no grid na fraquíssima Hispania, uma novata que até hoje não descobriu como é ultrapassar um carro da categoria, parecem jogar por terra o objetivo do piloto. Correr apenas para obter a tal marca será um final de carreira melancôlico, principalmente para um piloto que se não foi dos mais brilhantes que passou pela categoria, certamenta escreveu uma história que poucos podem se orgulhar em contar.
Se optar pela Hispania, o piloto será mais uma vez alvo de chacota, principalmente da imprensa brasileira, que não estará nem aí para o fato do piloto estar compentido com uma carroça, então fica aqui o meu apelo pessoal: Tudo, mas tudo mesmo, menos a Hispania Rubinho, palavra de quem sempre torceu por você. É algo da qual ele não necessita, 20 temporadas é apenas uma marca. Talvez, se o piloto ficar parado, mesmo com a temporada já tendo começado, uma vaga ou outra no lugar de algum piloto, que por diversos motivos deixe o cockpit durante o ano, poderá surgir. A chance é grande, ainda mais em se tratando da F1 atual, tão dinâmica e cheia de variáveis. Desta forma Barrichello disputará algumas corridas e poderá afirmar, com toda justiça, que esteve em 20 temporadas na F1!
Aposentadoria? É uma boa opção, até porque grana não é o problema do piloto. Opções sobre o que fazer caso isso aconteça não irão faltar. Quem sabe até competir na Stock Car Brasil, como ele mesmo já prometeu uma vez!
Fica aqui o apelo, e claro, um obrigado pelas alegrias que este piloto deu aos torcedores brasileiros.