Economicamente, o efeito colateral foi devastador. Neste período, os que mais sofreram no país foram os estrangeiros e os nativos que cumpriam contratos curtos nas fábricas japonesas. Dos estrangeiros, devido ao grande número de leigos no idioma japonês e a falta de capacitação profissional, os brasileiros foram os mais castigados.
Milhares deles resolveram retornar ao Brasil, outros milhares mudaram para outras províncias que ainda havia trabalhos ou encostavam-se no seguro-desemprego, a única opção e também a única fonte de renda para os desafortunados na época. Lógico, nem todos foram atingidos, a maioria ainda tinha os seus empregos, mesmo com os horários reduzidos.
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Brasileiros a procura de empregos...
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...mendigos em Tóquio.
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Campanhas de solidariedade foram abertas para os desempregados.
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Com a economia fraca e desestabilizada, a população já não saia mais para passear ou comprar. As ruas ficavam desertas, muitas lojas foram obrigadas a fechar as portas. Foram abertas várias campanhas de solidariedade, inclusive, distribuições de alimentos e assistências sociais para japoneses e estrangeiros em dificuldades financeiras Era uma desolação total, dava a impressão que tudo cairia numa miséria total. Mas, aos poucos o governo foi dando aquele ¨jeitinho japonês¨ e o país começava a dar indícios de recuperação.
Aproximadamente, dois anos e meio depois, quando tudo parecia que o Japão se encaminhava a se tornar o país que era ou quase isso, por volta das três horas da tarde do dia 11 de março de 2011 algo inusitado acontece. A região nordeste é sacudida por um terremoto de 9 graus e, quinze minutos após, os tremores geraram ondas enormes, que chegavam a 15 metros de altura. Essas ondas partiram rumo às cidades localizadas próximas as costas litorâneas devastando tudo pela frente, casas, carros, árvores, pessoas, prédios e estruturas inteiras de fábricas e indústrias. Parecia o fim do mundo.
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Passados aqueles momentos terríveis e catastróficos, vem a notícia de que a usina nuclear de Fukushima tem os seus reatores parcialmente destruídos pela força das ondas. A partir dai, o país passa a se assombrar com um dos maiores desastres nucleares da história mundial, comparada a de Chernobyl em 1986 . As radiações estão se espalhando além das áreas de seguranças determinadas pela companhia elétrica e pelo governo, há algum tempo atrás, foram localizados em vários pontos de Tóquio, altos níveis de focos radioativos. A população sente receio em consumir certos produtos e também passam a ter mais cuidado com a água.

Naoto Kan e Yoshihiko Noda
Com todos estes problemas a renúncia do premier japonês Naoto Kan, foi inevitável. E, em apenas cinco anos, o país ganha o sexto primeiro-ministro, o escolhido foi o então ministro das finanças, Yoshihiko Noda, empossado em agosto de 2011. O político tem um desafio muito grande pela frente, mesmo desacreditado pela imprensa internacional, com certeza a população em geral torce por ele.
Com os vários acontecimentos ruins, os brasileiros, passaram a pensar mais sobre os seus objetivos. A maioria ainda permanece por aqui com a esperança de construir um futuro melhor, mas com muito mais cuidado e precaução e principalmente com os olhos bem atentos nos noticiários das TVs e revistas.
Este post é uma pequena retrospectiva do que mais afetou o país nos últimos anos, pelo menos os fatos mais importantes que afetaram diretamente a comunidade brasileira aqui no Japão.