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Hollywood continua vendendo ilusões

 

Por Osny Arashiro - 07/01/2017 - Sábado, 05:59h

Da tela para o palco, a Hollywood Festival Orchestra excursiona pelo Japão interpretando temas do cinema clássico como Casablanca, O Poderoso Chefão, Titanic, Missão Impossível, entre outros

 

No final de dezembro, caminhando pelo centro da cidade, eis que vejo um cartaz do filme … E o vento levou! Verifiquei melhor, era o anúncio da Hollywood Festival Orchestra, que estará se apresentando no Act City de Hamamatsu no próximo 15 de janeiro, Sapporo (20/1), Fukuoka (22/1) e Tokyo-Bukamura (28/1).

 

A programação inclui a música As Time Goes By, composição de Herman Hupfeld, de 1931, que popularizou em 1942 como trilha sonora de Casablanca, interpretada pelo personagem Sam (Dooley Wilson).

 

 

 

 

Hollywood continua fabricando ilusões, com filmes e com orquestra sinfônica. O cartaz anuncia outras trilhas sonoras. Quem não se lembra de Missão Impossível? Indiana Jones, Superman, O Poderoso Chefão, Titanic,E o Vento Levou, O Fantasma da Ópera, O Mágico de Oz, os temas musicais desses filmes estão na programação da Hollywood Festival Orchestra, uma verdadeira "noite de Oscar".

 

Cinema pela internet

 

Com a popularização da internet, pude assistir muitos filmes dos quais minha mãe, uma cinéfila desde a época de solteira, sempre comentava em casa. Mas a gente preferia soltar pipa e brincar de carrinho de rolimã.

 

À noite no jantar, ela falava de Clark Gable, Vivian Leigh, Victor Mature e pela primeira vez ouvimos sobre James Dean, Elizabeth Taylor, Toshiro Mifune, Akira Kurosawa, Cecil B. DeMille, Charlton Heston, Gregory Peck e muitos outros.

 

Na nossa infância, para não fazermos traquinagens nas ruas, minha mãe preferia dar dinheiro para eu e meu irmão assistirmos filmes. Sempre de olho nos cartazes dos cinemas, ela indicava quais deveríamos ver. Foi assim que assistimos … E o Vento Levou; Ben Hur; Os Dez Mandamentos; A Bíblia... no Início; Sansão e Dalila; Lawrence da Arábia e vários filmes do Tarzan com o mais famoso dos atores, Johnny Weissmuller.

 

Coincidência! Os cartazes do cinema, os murais gigantes pregados na parede, quem pintava era um colega da minha classe no colégio, lá no interior onde passei a adolescência. Um dia depois da aula, ele me convidou para vê-lo trabalhar, valorizei o talento precoce do colega ao pintar Tarzan, Kirk Douglas. Talvez tenha nascido aí minha paixão por cartazes de cinema, pois ainda hoje, se o pôster for do cinema antigo, bato fotos para minha coleção.

 

São inúmeros os bons filmes em P & B, tais como, Cidadão Kane; Os Sete Samurais; Rashomon; Psicose; Uma rua chamada pecado; Aconteceu naquela noite; Gilda, La dolce vita, Tokyo Monogatari, Ladrões de Bicicletas, entre outros, porém, esses consegui assistir na tevê ou em mostras cinematográficas.

 

Ainda bem, a internet existe. Mas sempre vou preferir o CinemaScope, Panavision e Technicolor! É amigo, lembra desses termos? Por moderno que seja, a computação gráfica deixa o filme muito artificial para o meu gosto.

 

Graças à internet, pude assistir vários clássicos e aqui indico seis filmes que localizei online pelo Google. Vou ficar devendo os links porque muitos eram sites maliciosos. O leitor certamente poderá fazer sua pesquisa e assistir o filme que melhor lhe agradar.

 

 

 

CASABLANCA (Casablanca - Michael Curtiz – 1942) Um dos maiores clássicos do cinema. Rick Blaine (Humprey Bogart) e Ilsa Lund (Ingrid Bergman) tiveram um affair em Paris porque Ilsa pensava que seu marido Victor Lazlo, um dos líderes da resistência Tcheca, estava morto. Mas ela descobre que ele vive e abandona Ricky. Porém, voltam a se encontrar em Casablanca quando Ilsa e Victor tentam fugir para os EUA. Ricky está de posse de dois salvo-condutos para saírem da Europa. Quem Ilsa escolherá para fugir, Ricky ou Victor? Com oito indicações para o Oscar, levou três, incluindo o de Melhor Filme. A frase "Play it again, Sam!" ficou famosa, porém, Bogart e Bergman na verdade disseram "play it, Sam!"

 

 

 

CREPÚSCULO DOS DEUSES (Sunset Boulevard - Billy Wilder – 1950). Com oito indicações para o Oscar, levou três. Gloria Swanson interpreta Norma Desmond, uma exótica e extravagante atriz do cinema mudo que sonha em voltar às telas na Era do Cinema Sonoro. Ela conhece Joe Gillis (William Holden), um roteirista desempregado e com dívidas. Ela o contrata para adaptar Salomé e retornar às telas. Mas a fronteira entre o cinema mudo e sonoro é por demais cruel e Norma Desmond não consegue aceitar o esquecimento e o seu crepúsculo. Ficou famosa a frase: "Eu sou grande, os filmes é que ficaram pequenos".

 

 

 

LOLITA (Lolita - Stanley Kubrick - 1962) Roteiro com base no livro de Vladimir Nabokov. Um homem de meia-idade (James Mason) professor de literatura, nutre uma paixão obcecada por Dolores Haze, a Lolita, interpretada por Sue Lyon (a atriz tinha 16 anos na época). A trama mostra até onde uma obsessão pode levar um homem iludido por uma paixão platônica. Há uma refilmagem de 1997, dirigido por Adrian Lyne e estrelado por Jeremy Irons e Dominique Swain, no papel de Lolita.

 

 

 

QUANTO MAIS QUENTE MELHOR (Some Like It Hot - Billy Wilder – 1959) Marilyn Monroe ganhou o Globo de Ouro de 1960, como Melhor Atriz em Comédia ou Musical. Para fugir da perseguição de mafiosos, dois músicos, Tony Curtis (Joe/Josephine) e Jack Lemmon (Jerry/Daphne) se vestem de mulher para integrar uma orquestra feminina em excursão pela Flórida, da qual Sugar Kane (Marilyn Monroe) é cantora.

 

 

 

O QUE TERÁ ACONTECIDO A BABY JANE? (What Ever Happened to Baby Jane? - Robert Aldrich – 1962) Ainda criança, Jane Hudson (Bette Davis) brilhou nos palcos como a artista "Baby Jane". Decadente e envelhecida, ela vive encerrada em sua mansão com a irmã cadeirante Blanche Hudson (Joan Crawford) a quem maltrata e culpa pelo fim de sua carreira. Baby Jane sonha em voltar ao estrelato a todo custo, mas sua obsessão levam ambas para outros caminhos.

 

 

 

A PRINCESA E O PLEBEU (Roman Holiday - William Wyler – 1953) Audrey Hepburn interpreta a princesa Ann que decide passear anônima por Roma. Mas o repórter Joe Bradley (Gregory Peck) a reconhece e busca um furo de reportagem. Porém, a princesa e o plebeu se envolvem em situações diveras e ambos se aproximam, levando Joe Bradley ao impasse entre publicar sua história ou mantê-la em sigilo. Com este filme, Audrey Hepburn conquistou os maiores prêmios de Melhor Atriz: Oscar, Globo de Ouro, BAFTA e NYFCC Award, uma façanha para poucas.

 

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