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Pilotos japoneses melhoram nas corridas

Vitória de Sato em Indianápolis, e bom desempenho de Kobayashi em Le Mans prova que o país pode produzir campeões

Por Daniel Gimenes - 27/06/2017 - Terça, 02:10h

Takuma Sato, que já tinha namorado a vitória em 2012 no templo de Indianápolis pela Fórmula Indy, a conquistou em 2017, sendo esta a segunda vitória de um piloto japonês e dele próprio em uma categoria monoposto considerada top do automobilismo mundial. O Brasil, por exemplo, possui 100 vitórias apenas na Fórmula 1, além de oito títulos mundiais.

Apesar do país ter tradição na construção de bons motores para a Fórmula 1, principalmente a fase compreendida entre a segunda metade dos anos oitenta, e início dos anos noventa, em que a Honda conquistou cinco títulos consecutivos na Fórmula 1 de 1987 a 1991, os pilotos da terra do Sol nascente não conseguiam vingar nas pistas do automobilismo mundial, apenas com um ou outro destaque isolado no endurance, e com algumas vitórias na motovelocidade.

Kamui Kobayashi, apesar da Toyota não ter resistido às 24 Horas de Le Mans, pulverizou o recorde da pista na classificação, e era o favorito para a vitória. Se a máquina japonesa, que já consquistou o mundial de endurance tivesse resistido, teria sido uma dupla vitória para o Japão, entre pilotos e equipes. Mas a Toyota, que já esteve na Fórmula 1 e não vingou, continuará a perseguir o sonho, e quem sabe em 2018, desbancar a Porsche.


Kobayashi pulverizou o recorde da pista de Le Mans - 3m 14s 791m - Foto: Reprodução

Vitórias merecidas

As duas vitórias de Sato na Indy foram mais do que merecidas, pois parecia até um contracenso, um país com tantas montadoras de carros, produzir apenas pilotos medianos, e que caíram num certo folclore, no qual lhes deu a fama de trapalhões, e que sim, foi alimentada por alguns pilotos nipônicos. Talvez, injustamente, o mais folclórico deles foi Satoru Nakajima, que competiu de 1987 a 1991 na Fórmula 1, cometendo alguns erros, próprios de novatos, mas que não foi tão ruim quanto dizem, aliás, goza de grande respeito no país.


Sato e Honda venceram a Indy 500 de 2017 - Foto: Reprodução

Honda decepciona na Fórmula 1

A Honda está na quarta fase na Fórmula 1. A primeira nos anos sessenta somou uma vitória. A segunda nos anos oitenta e noventa, comemorou cinco títulos mundiais. Na terceira fase, entre 2000 e 2008, apenas uma vitória e várias decepções. Agora, com a McLaren, em sua quarta fase na categoria desde 2015, a marca não rende o esperado, e a equipe britânica já anunciou que não irá renovar o contrato, optando por ser cliente da Mercedes, sua rival entre as equipes. Apesar dos pesares, a marca vence constantemente na Indy, seja corridas ou campeonatos, inclusive é o motor de Takuma Sato, que venceu a Indy 500.

A Nissan, que produz bons motores para o endurance, principalmente na LMP2, decepcionou com o Nismo dois anos atrás, e abandonou um projeto que, na verdade, nem tinha começado direito. A Yamaha forneceu motores para a Fórmula 1 nos anos 90, mas infelizmente deixou o automobilismo.

Título na Nascar

A Toyota conquistou o título da Nascar com Kyle Busch em 2015, inaugurando o que muitos acreditam se avizinhar, uma era do Camry (bolha escolhida pela fábrica para competir na Nascar) na categoria de stock car dos Estados Unidos.


O Camry campeão de 2015 da Nascar - Foto: Reprodução

Banzai Japão!

Gasolina na veia galera!

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